Crime

Ladrões se passam por funcionários dos Correios e fazem cinco pessoas reféns em assalto em Santa Maria

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Cinco pessoas foram feitas reféns por uma quadrilha que invadiu e assaltou um prédio na Rua Pinheiro Machado, centro de Santa Maria, na manhã desta terça-feira.

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Por volta das 9h10min, um grupo formado por uma mulher e quatro homens chegou ao prédio, próximo ao Hospital de Caridade, em um veículo identificado com a logomarca dos Correios. Um homem vestido como carteiro – e carregando várias cartas, Sedex e caixas – se apresentou ao porteiro, dizendo que tinha encomenda para uma idosa que
mora no prédio.

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Como a caixa era muito grande e não passava pelas grades de segurança, o funcionário permitiu acesso ao suposto carteiro. Embaixo da caixa, porém, havia uma pistola, e ao entrar, o bandido anunciou o assalto.

Em seguida, outros três homens (um deles, também armado), entraram no prédio. A mulher ficou aguardando o bando no carro.

Rendido e sob a mira de uma arma, o porteiro foi obrigado a subir até o apartamento da idosa, que fica no sexto andar do edifício. Ele tocou a campainha segurando a caixa. Quando a cuidadora da dona da casa, uma jovem de 17 anos, o reconheceu, abriu a porta e também foi rendida pelos assaltantes. Os criminosos amarraram as mãos e os pés da moça, bem como os do porteiro, e trancaram os dois em uma das peças da casa para, depois, dirigirem-se ao quarto da idosa, que sofre de Mal de Alzheimer.

Lá, arrombaram o cofre, acredita-se, com ajuda de um pé-de-cabra. Mas dentro dele, só havia documentos, que não foram levados.

Na sequência, os bandidos forçaram o porteiro e a cuidadora a acompanhá-los a outro apartamento, no quarto andar, onde mora a filha da idosa. A dona da casa não estava, mas sua filha de 15 anos e uma funcionária de 21 foram rendidas de forma semelhante à ação anterior.

Todos foram trancados dentro de um quarto, com mãos e pés amarrados, enquanto os ladrões reviravam a casa. Depois, eles exigiram saber a localização do cofre da familia.

– Não é possível que essa gente rica não tenha dinheiro. Onde é que fica o cofre? – teria dito um dos assaltantes.

A funcionária de 21 anos informou ao grupo que não sabia onde ficava o esconderijo.

– Tive medo que eles atirassem em mim por achar que eu estava mentindo – relata a funcionária de 21 anos.

Nesse ponto, o porteiro atuou para acalmar as demais reféns.

– Temi que elas gritassem e eles atirassem nelas. Por isso, conversava com elas e pedia que ficassem calmas: "Tá tudo bem, gurias, só vão levar algumas coisas, mas ninguém ficou machucado" – disse o porteiro, um homem de 53 anos.

Por fim, os bandidos conseguiram encontrar o cofre dentro de um armário do banheiro, mas não puderam abri-lo. Eles chegaram a tentar levar o equipamento para o térreo pela garagem, mas desistiram no meio do caminho.

– Acho que eles desistiram porque (a ação) estava demorando muito. Uns queriam ficar, outros, não. Daí, eles foram embora – conta a funcionária de 17 anos.

Os reféns não sabem como se deu a fuga, porque estavam trancados. Após a saída dos ladrões, eles conseguiram se libertar sozinhos, e a adolescente ligou para a mãe, pedindo socorro. Ao sair do cativeiro, eles encontraram a idosa de 80 anos dentro do apartamento, com um pedaço de fita crepe preso ao pescoço. Acredita-se que a senhora tenha descido durante a ação dos bandidos, que a teriam amordaçado para evitar que gritass"

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